Afropop de Margareth celebra chegada de 2018 no Festival Virada Salvador

 


“Margareth Menezes é a essência de nossa música. Traz a tradição e a modernidade agregada à sua arte, e é isso que faz de nossa cultura algo tão plural”. As palavras, ditas em meio aos passos da versão de Mama África, de Chico César, puxada pela cantora, são de Mara Lage. Há dois dias na capital baiana, a empresária de 41 anos rodou cerca de 300 quilômetros desde Gandu, no Sul da Bahia, e não vai arredar o pé da areia até fim da noite desta segunda-feira (1º), quinto e último dia do Festival Virada Salvador 2018.

“Cheguei para acompanhar a virada e, no primeiro dia do ano, poder brindar a chegada de 2018 com Margareth é tudo de bom. Só me traz boas energias”, completa a ganduense, que veio à festa com os familiares residentes na capital baiana.

 

Numa sequência enraizada no reggae brasileiro e em sucessos de Bob Marley, Chico César e no repertório próprio da artista, Margareth botou o povo pra dançar com seu afropop, que foi capaz de encantar o rockstar inglês David Byrne (Talking Heads), que levou a música da soteropolitana da Península Itapagipana para o mundo. De vermelho em referência a Xangô, orixá regente do novo ano, segundo as religiões de matriz africana, a artista apresentou seu novo sucesso, Todo Mundo Alegre, obtendo boa receptividade da plateia, para deixar “todo mundo alegre, leve, cheio de alegria”, como cita na canção.

Em seguida, o público foi ao delírio com a interpretação de “Me abraça e me beija”, de Lazzo Marumbi, sucesso também na interpretação singular de Maga. No palco, a cantora teve a companhia da bateria do Bloco Muzenza, que comandou o cortejo no chão da Arena Daniela Mercury, no segundo dia do Festival Virada Salvador, na sexta-feira (29), para dar boas-vindas ao novo ano para soteropolitanos e turistas presentes à Orla da Boca do Rio neste Dia de Todos-os-Santos.

Arriscando passos que simulavam gestos de capoeira, Margareth conclamou a galera a dar uma volta na arena com o hit Dandalunda, composto especialmente para ela por Carlinhos Brown. “Bem pertinho da entrada do gueto. Um terreiro de Angola e Ketu. Brasa acesa na pisada do frevo, Dandalunda…”, cantava a multidão, chamando em seguida pelo nome da cantora, que completa 30 anos de carreira neste verão.

Fotos: Divulgação/Pref.Salvador

Danniel Vieira abre último dia do Festival Virada Salvador

O sertanejo baiano Danniel Vieira abriu o último dia do Festival Virada Salvador, nesta segunda-feira (1º). O sol das 15h não intimidou a galera que foi ao delírio já nos primeiros acordes, na “pegada do gordinho”. “Hoje é o dia da pluralidade, dia de todos os ritmos, dia do povo de Salvador”, disse o cantor.

Emocionado, o público cantava todas as músicas interpretadas por Dainniel, que fez questão de fazer uma foto com a plateia. “Chegue mais perto para fazermos uma foto. Todos com as mãos para cima”, disse enquanto o fotógrafo se posicionava para pegar o público da Arena Daniela Mercury.

Baiano, Danniel Vieira encerrou o show com duas músicas, que segundo ele, são hinos da música brasileira: “Evidências”, composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle, na década de 90, e “We Are Carnaval”, de Nizan Guanaes. “Eu sou o sertanejo baiano, por isso vamos colocar uma sanfona aí”, disse, enquanto cantava We Are Carnaval, um dos ícones da axé music.

Fotos: Divulgação/Secom Pref.Salvador 

Ivete celebra chegada de 2018 na Arena Daniela Mercury

Em sua última apresentação antes de se dedicar integralmente à gravidez e ao cuidado das gêmeas, Ivete Sangalo comandou com maestria a contagem regressiva para o início de 2018, na Arena Daniela Mercury. Deslumbrante em uma saia branca e Cropped prata brilhante, ela desejou a todos um ano de muito respeito, muita música, alegria, felicidade, saúde e uma vida de paz e de felicidade. “O homem é quem tem o poder de transformar. Se somos nós os homens, então vamos mudar hoje”, disse.

A rainha da Axé Music abriu a apresentação poucos minutos antes da passagem de ano, com as músicas “Cheguei pra te amar” e “O farol”. Projeções de uma mensagem especial da Prefeitura de Salvador desejou a todos paz, respeito, fé e exaltou a alegria única dos baianos, na hora da virada. “Que o nosso Senhor do Bonfim leve alegria para todos os cantos do planeta e que a alegria, enfim, prevaleça”, finalizou a mensagem para uma arena lotada de soteropolitanos e turistas.

Um show de cores iluminou o céu da Orla da Boca do Rio, por pouco mais de 15 minutos, oriundos de 11 toneladas de fogos espalhados por 1.800 pontos de detonação, alguns deles próximos à arena. Nos minutos iniciais do ano, Ivete tocou novamente o barco com as músicas “Arerê” e “Tô na rua”. Mesmo sentada, por causa do peso da barriga, Veveta balançou uma multidão que pulava, dançava e erguia os braços numa demonstração de um misto de celebração, alegria e emoção.

Fotos: Divulgação/Secom Pref.Salvador 

Romantismo de Jorge e Mateus contagiou o público no Festival Virada Salvador

O romantismo de Jorge e Mateus arrancou gritos e lágrimas do público feminino do Festival Virada Salvador na noite do dia 31. Choveram cartazes para a dupla sertaneja, que recentemente registrou seu mais novo trabalho, “Terra sem CEP”, oitavo DVD de carreira. Apesar do novo trabalho, foram as canções mais antigas as mais tocadas, entre elas “Vou voando”, “Se o amor tiver lugar” e “O que é que tem”.

Um dos momentos marcantes foi a apresentação da música “Eu sosseguei”, lançada em 2016, e disparada nas rádios do país. Vários casais da festa aproveitaram a balada romântica para dançar agarradinhos. Dentre eles, um em especial: Diana Pontes, de 18 anos, e Letícia Nascimento, 21, que estão comemorando dois anos e quatro meses de relacionamento e se conheceram ouvindo a música “Pra sempre com você”. “Eu amo muito eles dois”, disse Letícia, chorando.

Em atenção aos chamados desesperados das fãs, Jorge leu cada cartaz suspenso e interagiu com o público observando, inclusive, as cores de roupa mais presentes na festa. “Tem muita gente de branco, mas tem de vermelho também. É para atrair paixão?”, brincou, e acrescentou um elogio ao público: “Que galera linda”. A dupla também presenteou a plateia com várias toalhinhas, algumas delas utilizadas para enxugar o suor durante a apresentação.

Fotos: Divulgação/Secom Pref.Salvador 

Bell Marques celebra consolidação da carreira solo no Festival Virada Salvador

Quatro anos após anunciar saída do Chiclete com Banana, Bell Marques diz que não tem do que reclamar. Pouco antes de subir ao palco da Arena Daniela Mercury, no quarto do dia do Festival Virada Salvador, no domingo (31), o cantor disse esperar para o próximo o ano as mesmas conquistas alcançadas em 2017.

“Este ano que acaba foi um marco de separação, onde as pessoas começaram a entender que minha carreira solo havia deslanchado. No começo, as pessoas tinham muitas dúvidas sobre isso, até porque os históricos de vários artistas, que saíram de outras bandas, não conseguiram ter sucesso”, comemorou.

Antes de embalar o público com clássicos da carreira, Bell ainda explicou que sua consolidação artística, fora do Chiclete, grupo onde permaneceu por mais de 30 anos, foi fruto de planejamento: “Montamos uma estratégia bem bacana. Consigo manter a minha carreira do jeito que eu sempre planejei. E 2018 agora é a firmação dela, tem que ser parecido com este ano” pontuou.

Fotos: Divulgação/Secom Pref.Salvador

Percussão de Amanda Santiago agitou início da noite da virada

Flores para saudar a noite de virada de ano. Foi assim que Amanda Santiago e seus músicos subiram ao palco no quarto dia de Festival Virada Salvador, caracterizados com arranjos florais. Vestida de vermelho, em referência à Iansã, um dos orixás que irão reger 2018, ela cantou canções próprias e sucessos de grupos como a Timbalada, que abriu as portas para o início da carreira da cantora.

Ao canta “Feliz de Verdade”, integrantes dos blocos afro Malê Debalê, Filhos de Gandhy, Muzenza, Cortejo Afro e Ilê Aiyê subiram ao palco e mostraram todo o gingado da cultura afro-brasileira. “Que felicidade em estar aqui. Tem que dar o melhor, porque tudo que for feito hoje será o último do ano”, disse para o público admirado com o espetáculo.

Filha de músico, ex-integrante da Timbalada e afilhada de Carlinhos Brown, Amanda Santiago fez sucesso na carreira solo, em 2016, com a Batucada Brasilady, que traz um pouco do ritmo dos Novos Baianos, Secos e Molhados, Tribalista, aliado à percussão que é marca do seu estilo musical. Amanda traz hoje uma mistura de canções de sucesso com batidas agitadas, como “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso, O “Canto da Cidade”, de Daniela Mercury, “Água Mineral” e “Toque de Timbaleiro”, ambas da Timbalada.

Fotos: Divulgação/ Pref.Salvador

Léo Santana encerra terceira noite do Festival Virada Salvador

O cantor Léo Santana foi a ultima atração do Festival Virada Salvador, na madrugada deste domingo (31).  No palco, o ‘Gigante’ sacudiu a galera ao som de sucessos que estão na boca do povo, como “Santinha” “Várias Novinhas” entre outras. Antes de subir ao palco, Léo conversou com a imprensa, comentou a fama de casal marketing com Lorena Improta e disse que que prefere focar vem coisas boas, como ser comparado ao casal Xanddy e Carla Perez: “Me sinto muito honrado em ser comparado a Xanddy, que é referência pra mim até hoje. Agora estar mais próximo do que nunca, pra mim é uma realização, sinto orgulho mesmo”, contou. 

Foto: Reprodução/Instagram Saltur

*Com informações do Bahia Notícias

Wesley Safadão recebe banda La Furia em show no ‘Virada Salvador’

O cantor Wesley Safadão encerrou o show do Festival Virada Salvador com a participação do cantor Bruno Magnata, da banda La Furia, e Yago Danadinho. Eles assistiam ao show, quando foram convidados pelo forrozeiro para cantarem juntos. Eles cantaram o sucesso “Oê” e a nova aposta da banda para este verão, “Pá Pá Pá”.

Foto: Fernando Souza / Agência Fred Pontes

*Com informações do Bahia Notícias

Percussões de Brown e da Timbalada vibram corações no Festival Virada Salvador

Fazendo da celebração do Ano Novo o ritual de passagem do bastão para o que já está sendo chamado de Timbalada do Século XXI, o percussionista Carlinhos Brown traz à baila os novos cantores que passam a comandar o destino do grupo neste novo ciclo. Paula Sanffer, Buja Ferreira e Rafa Chagas foram apresentados ao público pelo Cacique do Candeal, que comandou o batuque timbaleiro na terceira noite do Festival Virada Salvador, na noite deste sábado (30).
A batida tribal de “Meia Lua Inteira”, sucesso de Caetano Veloso imposto por Brown, abriu a festa na Arena Daniela Mercury. Em formato econômico, com apenas cinco percussionistas no palco, a Timbalada trouxe à Orla da Boca do Rio um espetáculo regido pela harmonia, algo discrepante se comparado ao histórico percussivo da banda, embora condizente com a nova proposta harmônica incorporada paulatinamente no grupo.

“Já Sei Namorar”, sucesso dos Tribalistas – a face pop romântica de Brown -provocou uma febre de beijos na plateia. Com “Não Quero Dinheiro” (Tim Maia) e “Uma Brasileira” (Brown/Herbert Vianna), o Cacique levou ao palco da Arena Daniela Mercury seu lado intérprete, lembrando sua relação íntima com a MPB. Fizeram ainda parte do repertório “Tantinho”, cantando ao lado de Oscar Dominic, da República Dominicana, que participará do Carnaval com a Timbalada.

Profético, o funk “A Namorada” vem em seguida, levando o público ao êxtase, com sua ode à diversidade. Lançada em 1996, a canção marcou o início da exitosa carreira solo do artista. “Hoje eu me sinto feliz e realizado em perceber que não é mais escárnio alguém amar quem quiser. Hoje temos Pabllo Vittar, hoje o casamento homoafetivo é uma realidade. Você não precisa ser gay para ser contra a homofobia. Ajayo!”, disse Brown.
Foto: Divulgação/Evilânia Sena

Carlinhos Brown se despedirá do Carnaval de rua de Salvador em 2019

Depois de dedicar quatro décadas ao Carnaval da capital baiana, o cantor Carlinhos Brown afirmou neste sábado (30) que não participará mais da folia de rua na cidade a partir de 2019. A declaração aconteceu antes de o artista baiano subir no palco da Arena Daniela Mercury para o terceiro dia do Festival Virada Salvador.
“Acho que já colaborei bastante com o Carnaval de Salvador e preciso encontrar novas formas de fazê-lo. E a forma de fazer é se ausentar, porque quem não ‘larga o osso’ não encontra maneira de inovar”, disse o Cacique do Candeal. “O Carnaval tem muito a oferecer, a render e estou encontrando outras formas de fazê-lo. Realmente a rua já não passa mais pelo meu desejo. Posso fazer camarote”, acrescentou. 
Brown, contudo, não descartou sair nos carnavais de rua em São Paulo, Recife, Rio de Janeiro ou no exterior. Para o futuro, o artista disse que planeja se dedicar mais à produção de canções e artistas. “Quero me colocar no lugar de produtor revolucionário. Todo mundo que sobe no palco da virada tem uma levada minha, um jeito. Criei instrumentos hoje que estão ajudando pessoas na comunidade, no funk, no pagode, no sertanejo” acrescentou.
Ao lado dos recém-chegados integrantes da Timbalada, Paula Sanffer, Rafa Chagas e Buja, e do dominicano Oscar Dominic, escolhido para assumir um dos projetos da nova fase da banda, Carlinhos Brown ainda falou sobre a importância da do grupo sempre ganhar novos ares. “A Timbalada precisa se renovar. Têm batidas, pessoas interessadas e grandes artistas colaboradores do movimento. Está na hora de fazer um grupo que venha com aquela noção de pegar compositores e grandes intérpretes, em vez de cantores que estão começando”.
Um dos meninos do grupo, o jovem Rafa Chagas comentou sobre sua primeira apresentação num grande evento da capital. “Participar do Festival Virada Salvador e ser um porta-voz da Timbalada no século 21 é uma honra para mim”, celebrou.
Fotos: Divulgação/Evilânia Sena